O RELATO


Conheceremos agora mais um gênero textual – o relato pessoal. Ele possui os mesmos elementos do texto narrativo: personagens, o fato acontece em um determinado lugar, num determinado momento e, sem dúvida, é narrado por alguém. Assim sendo, qualquer pessoa pode revelar fatos de sua vida, permitindo assim que todos possam conhecê-los. 

Mas resta-nos ainda conhecer outros aspectos, como por exemplo, o uso dos tempos verbais, uma vez que eles geralmente são expressos no tempo passado, por se tratar de algo que já aconteceu. E quanto à linguagem? Ela costuma ser adequada aos diferentes tipos de leitores que existem, ou seja, para o leitor jovem, para aquele que possui um conhecimento maior, entre outros. 

Há alguns relatos que depois se transformam em documentos históricos, os quais podem ser publicados por jornais, revistas, livros, sites, etc., funcionando, portanto, como fontes de pesquisa, de modo a servir de aprendizado para muitas pessoas.
 veja um exemplo:

RELATO DE UM MISERÁVEL



Meus pais morreram em uma invasão à aldeia em que vivíamos quando eu tinha apenas 6 anos. Tenho infelizes lembranças daquele acontecido. Lembro-me dos meus pais gritando, berrando, urrando, suplicando por piedade, fato que se sucedera por um estrondo de tiro. Eu ficara ali, estático, naquele cubículo onde meus pais haviam me aconselhado esconder. Observara àquilo com um ar intrigante e inquieto, tentando entender o que estava acontecendo, pois naquela época não tinha maturidade o suficiente para entender o que, de fato, significava a morte. Não tinha maturidade o suficiente para compreender que, a partir daquele momento, nunca mais os veria novamente.
Aqueles gritos atormentam minha mente a todo instante até os dias atuais.

Hoje completo 14 anos. Mas e daí? Quem se importa? Quem ao menos sabe disso? Bem queria ganhar um pão de presente. Mas não tenho amigos a quem posso confiar tal pedido. E mesmo se tivesse, não creio que se dariam ao trabalho de me arrumar algo tão valioso.
Até tento evitar de me lembrar de comida, ainda mais hoje que estou faminto, pois, sempre que o faço, meus olhos se enchem d'água e minha boca seca automaticamente dá-se lugar a uma acelerada salivação.
Faz pouco mais de quatro dias que não como nada. Juro que, neste instante, seria capaz de comer até carne humana.
Além da fome, o cansaço também me domina, pois há muito tempo sigo essa minha caminhada sem rumo sob o efeito desse maldito sol escaldante.
Paro para descansar sempre quando a noite chega. Deito no chão e tento dormir, mas meu estômago ronca tão alto que não me permite fazê-lo muito bem.
A jornada prossegue. O forte bodum que exalava do meu corpo começa a ficar insuportável até mesmo para mim. Não consigo nem me lembrar de quando fora a última vez que tomara um banho decente.
A água do meu cantil improvisado está acabando. A última vez que o reabastecera tinha sido na última aldeia que encontrara há exatos três dias. Infelizmente, a água, não tão pura, fora a única coisa que puderam me oferecer. Aquele povo, assim como eu, era completamente miserável. Optei por continuar minha jornada em busca de um lugar melhor.

Pode tudo isso até soar exagero de minha parte, mas meu estado de pobreza é realmente crítico, lamentável, e, sinceramente, não sei até quando conseguirei sobreviver. Minha desgraçada realidade se resume em uma nua e crua miséria. Vivo apenas alimentado por minhas expectativas e esperanças.
Não consigo imaginar a catástrofe que fizera para ter sido tão castigado assim. Não consigo achar um porquê para tudo isso estar acontecendo comigo. Não consigo entender por que EU fora escolhido e predestinado a sofrer tanto durante TODA minha existência. Me pergunto a todo momento: Por que EU?
E, pode nem todo mundo concordar, mas tudo isso sempre me põe a refletir, questionar e duvidar sobre a existência de um Deus.
São várias perguntas sobre minha existência em si que definitivamente me intrigam. Minha mente está sempre em constante trabalho, apesar de meu lastimável estado físico não deixar transparecer isso.
Às vezes prefiria não ter nem nascido. Já pensei várias vezes em, simplesmente, desistir de continuar lutando, mas, apesar de tudo, tenho bastante fé de que, em breve, encontrarei uma pequena aldeia que tenha condição de me acolher, de me fornecer qualquer coisa conceituada comestível.
Apesar de toda miséria, fome e carência de lar, família e amigos, ainda vivo, mas o faço com a plena consciência de que meu grande objetivo vital é, simplesmente...sobreviver.

PROJETO DE ENSINO: CONCLUSÃO GESTAR II

E. E. F. PROFESSOR DARCY RIBEIRO

PROFESSORES CURSISTAS: APOLIANA MARIA QUITÉRIA DA COSTA
                                                 JANETE MORAES
                                                  MARIA DO LIVRAMENTO PEREIRA

FORMADORA: SEANE XAVIER


PROJETO: TEXTOS PRÓXIMOS – PRODUÇÕES EM MÃOS



JUSTIFICATIVA:

Vivemos em uma sociedade em que a leitura é imprescindível ao ser humano, sendo uma das mais importantes formas de comunicação. Ler para muitas pessoas é sinônimo de integração social. A aquisição da leitura é fundamental para formação do indivíduo, fazendo com que este seja capaz de funcionar adequadamente como um cidadão.
A efetivação das práticas de leituras não é significante somente para a disciplina de Língua Portuguesa, mas para a aprendizagem escolar em todas as disciplinas. Sendo que, a sociedade em que vivemos, requer leitores autônomos e proficientes que designadamente mantenham uma relação interativa e discursiva com o texto lido.
A partir do diagnóstico verificamos que muitos de nossos alunos apresentam dificuldades com a leitura, e conseqüentemente, com a escrita. Propomos então, neste projeto, o trabalho com a leitura e produção textual dos gêneros: poemas, contos, memórias e crônicas com a intenção de aproximar os discentes do texto sob prismas diferenciados, a fim de que desenvolvam habilidades que competem ao estudo dos gêneros em questão, assim como, a compreensão de que os textos constituem-se em importantes meios de acesso às diferentes modalidades textuais e às diversas manifestações lingüísticas.
Pretendemos efetivar a prática de leitura e produção textual em sala de aula como um processo construtivo do conhecimento que se dá através da dialógica entre professor-texto-aluno, pois como afirma Matêncio (1994, p. 18):

O trabalho realizado por meio da leitura e da produção de textos, muito mais que decifração/transcrição de signos lingüísticos, é o de construção de significado e atribuição de sentidos mediante não apenas dos elementos lingüísticos: essas são atividades culturais. [...] a leitura e a escrita são atividades dialógicas, e que a imagem mútua dos interlocutores é um elemento crucial para os processos que se realizam na interlocução. [...] os eventos ligados à escrita devem ser vistos como dinâmicos, e que, em decorrência da atribuição recíproca de imagens pelos interlocutores que aí se constituem, sejam eles reais ou virtuais, há a negociação ou não dos sentidos.

Em suma, pensamos que a leitura e a escrita podem ser soluções para obtermos resultados satisfatórios no processo de ensino aprendizagem de Língua Materna, uma vez que, é por meio destas que o aluno adquire autonomia gramatical, criticidade e acessibilidade aos mais diversos conhecimentos que a escola e o mundo lhes propuser.

APRENDIZAGEM DOS ALUNOS:
·         Ler com autonomia e compreender os gêneros textuais trabalhados;
·         Desenvolver o gosto pela leitura;
·         Produzir textos conforme a norma estabelecida;
·         Revisar o texto escrito, verificando a ortografia, pontuação, coerência e coesão.

DESENVOLVIMENTO DO PROJETO:
·         Selecionar os gêneros propostos ( poemas, contos, memórias, crônicas) com os alunos em vários suportes textuais;
·         Realizar leitura grupal, usando os gêneros em estudo;
·         Promover idas as salas de leituras;
·         Comentar o texto lido com criticidade e identificar as características do gênero;
·         Trabalhar a seqüência lógica de acordo as séries: 5ª (poemas); 6º (contos); 7ª (memórias) e 8ª (crônicas), utilizando textos fragmentados para serem reorganizados;
·         Socializar oralmente a atividade proposta;
·         Fazer interpretação dos textos trabalhados de maneira interativa e coerente;
·         Produzir textos individualmente conforme os gêneros estudados;
·         Refazer os textos para trabalhar o processo de refacção textual com o aluno.
SUGESTÕES DE PROJETO FINAL:
·         Varais de poesias;
·         Mural com produções dos alunos de contos, memórias e crônicas;
·         Exposição e texto comentado dos livros lidos pelos alunos;
·         Confecção de um livro com as produções dos alunos;
·         Saral literário com as produções dos alunos.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
GERALDI, João Wanderlei. Portos de passagem. São Paulo: Martins Fontes, 1997.
MARTINS, Maria Helena. O que é leitura? São Paulo, Brasiliense, 1998.
MARCUSCHI, Luiz Antônio. “Leitura e compreensão de texto falado e escrito como ato individual de uma prática social” IN: ORLANDI, E. P. Leitura: Perspectivas interdisciplinares. 4 ed. São Paulo: Ática, 1998, p. 38-57.
MATENCIA, Maria de Lourdes Meirelles. Leitura, produção de textos e a escola: reflexões sobre o processo de letramento. Campinas, SP: Mercado de Letras, 1994.
KOCH, I. V. O texto e a construção de sentidos. São Paulo: Contexto, 1997.

PROJETO FINAL DO GESTAR II

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Trabalho extra para abonar faltas referentes à encontro com formadora – GESTAR II

RESENHA



FERREIRA, Liliana Soares. Produção de leitura na escola. Ijuí: ENIJUI, 2001. PP. 41 a 95.

A autora analisa o gênero textual Literatura Infantil através de reflexões sobre o texto, suas características enquanto objeto artístico e o seu uso para leitura em sala de aula. E aborda seus aspectos históricos lembrando que a Literatura Infantil surgiu com o conto de fadas ou conto maravilhoso tradicional. Ela afirma que contos sempre existiram, pois era um motivo para a reunião de pessoas, mas somente a partir do século XVII ele passou a ser destinado ao público infantil. Também utiliza a concepção barthesiana para afirmar que a literatura para crianças e jovens foi reduzida à utilidade, ou seja, não se tornou artística. Além disso, ela critica o papel moralizador dos contos infantis e o fato dos textos literários serem utilizados pela escola de forma mecânica, ignorando a possibilidade de o leitor atribuir significados ao texto conforme seus conhecimentos e percepções. Então, ela cita Eco(1991) para reforçar a idéia de que o leitor deve interpretar o texto e atribuir-lhe sentidos.
            Aborda ainda aspectos relacionados aos movimentos educacionais citando as deficiências quanto à produção literária brasileira no período colonial e a produção dos protótipos do texto didático no período republicano. Também menciona aspectos sociais que impossibilitaram a formação de leitores tais como: analfabetismo e miséria. E diz que a população brasileira infantil continuou afastada dos livros mesmo nos períodos de maior produção e divulgação de obras voltadas a ela, uns por não saberem ler e outros por não terem acesso às obras. Para ela, a década de 80 foi a mais promissora para a formação de leitores devido ao grande investimento na educação e à expansão da distribuição gratuita de obras literárias de qualidade e à mobilização de elementos diferenciados: a cultura de massa, o popular, o clássico, o visual para integrarem o projeto literário infantil.
Para a autora, o leitor infantil, atualmente, ler porque gosta de ler, ou se não ler, é porque perdeu o gosto pela leitura. Ele é um leitor consciente das particularidades presentes no texto e isso deve ser considerado pelo professor ao preparar suas aulas de leitura. Geralmente o professor tende a estabelecer apenas um sentido para o texto ignorando o processo de interação entre falante e ouvinte, leitor e autor. Ela propõe, de acordo com Geraldi(1998) que no trabalho com a Literatura Infantil o professor leve em consideração a relação leitor-texto literário-autor.
Ela afirma que a partir do momento em que o professor conceber a leitura como uma produção, ele passará a considerar o ato de ler como uma atividade de ação por parte do leitor e não mera decodificação. Além disso, ela critica a idéia de leitura como um hábito. Para ela, ler não é um comportamento, algo condicionado e sim uma experiência prazerosa, significativa, com objetivo. E para que a leitura passe a ser vista desse modo o professor é o principal agente de efetivação dessa mudança capaz de revitalizar o desejo de ler.
Concordamos com a autora em suas afirmações relativas à leitura, pois acreditamos que a mesma se realiza quando o aluno é capaz de interpretar o texto, analisá-lo e sistematizá-lo, levando em consideração seus conhecimentos, construindo sentidos através de sua leitura de mundo e, desse modo, interagindo com o texto. Também quanto ao fato de a escola dar liberdade ao aluno na escolha de suas leituras a fim de que o mesmo seja um leitor consciente e tenha a leitura como algo prazeroso.

Entrevista sobre o uso de gírias

TP6 – UNIDADE 23 – PÁGINAS 141
30 alunos participaram da atividade


Iniciamos com a leitura da entrevista realizada por Folhinha de São Paulo com crianças de 08 a 13 anos, encontrada na página 138 - TP6.

“Outros modos de palavras”
A gíria reinventa a língua porque cria significados diferentes para as palavras.(Esmeralda Ortiz)

Especial para a Folhinha

Folhinha – Por que vocês usam gíria?
Daniel Bilieri – Porque é mais da hora.
Pedro Henrique Diniz, 12 (Escola Ollavo Pezzotti) – Porque dá para falar as coisas em outros modos de palavras. O legal de falar gírias é que dá para entender melhor do que o falar complicado. Tem vezes que as pessoas não entendem muito bem.

Folhinha – Vocês falam gírias com seus pais?
Shelris Machado, 11 (da escola do SESI) – Não. Mas já vacilei um monte de vezes. Quando a gente fala, eles querem saber o que quer dizer ou pedem para a gente repetir.

Folhinha – Como assim?
Shelris – Um dia, minha mãe falou comigo e eu respondi: “Tô nem aí”.

Folhinha – O que seu pai não entendeu?
Marina Pereira, 11 (Escola da Vila) – Quando eu falei: “Paguei o maior mico, pai”.
Ele falou: “Mico? O que é mico?”.

Folhinha – Gente da sua idade usa gírias?
Michely Cristina, 8 (Pezzotti) – Não muitas.

Folhinha – Você entendia as gírias dos mais velhos?
Michely – Não entendo.

Vontade de se identificar
(…)
A seguir, leia o que os meninos que vivem nas ruas de São Paulo falaram.

Folhinha – Que gírias vocês usam na rua?
Joel – E aí, irmão, firmeza? E aí, maluco? E aí, mano? Então, mano, você chega e não cumprimenta os irmãos! Então, irmão, vamos cobrar dele, então?

Folhinha – Por que vocês falam gírias?
Rodrigo – Nóis fica falando, mano, uma pá de coisas sem mais nem menos, é uma maneira de nóis se identificar.


A seguir conversamos sobre o uso das gírias, norteando a conversa com as seguintes perguntas: como começaram a usar gírias? Quando começaram a usar gírias?
Muitos alunos responderam que aprenderam a falar gírias em casa, com seus pais e familiares; em novelas; na escola; com colegas mais próximos.
Depois a turma foi dividida em grupos com cinco componentes, os quais elaboraram três perguntas sobre o uso das gírias.
Devido à leitura do texto, muitos alunos reproduziram as perguntas da entrevista lida:
è Por que vocês usam gírias?
è Vocês falam gírias com seus pais?
è Que gírias vocês usam nas ruas?
è Por que vocês falam gírias?
Mas também tivemos outras:
è Como são vistas pela sociedade as pessoas que usam gírias?
è Quais são as gírias mais usadas por seus pais?
è Onde você acha o uso da gíria adequado?





As perguntas criadas pelos grupos foram copiadas no quadro negro e todos responderam às mesmas. Então cada grupo recebeu as respostas dadas às suas perguntas pelos demais grupos e esclareceram as duvidas sobre as respostas que não estavam claras. Assim, cada aluno fez a correção de suas respostas e alterou o que precisava de alteração.
Após essa etapa, novamente em grupos, os alunos transcreveram para cartolina as perguntas e respostas correspondentes, conforme o texto lido e então apresentaram para a turma.
Esse trabalho ainda será concluído porque os grupos colocaram apenas uma resposta para cada pergunta e não identificaram que a respondeu. Por isso, há necessidade de uma nova orientação para que eles refaçam.




TP6 – UNIDADE 21 – O texto publicitário e seus argumentos

TP6 – UNIDADE 21 – PÁGINAS 39 e 40
33 alunos participaram da atividade

A turma foi dividida em 11 grupos para a realização da atividade. Cada grupo recebeu um texto publicitário e respondeu às seguintes perguntas:
A quem ele se destina?
Do que pretende convencer?
Como faz isso?

Amostragem:





A quem ele se destina?
Destina-se a mulheres.
Do que pretende convencer?
Pretende convencê-las que usando produtos NÍVEA terão beleza.
Como faz isso?
Usando argumento baseado em senso comum (que a beleza é particular, individual).






A quem ele se destina?
Estudantes e professores
Do que pretende convencer?
Que devemos investir em nossa educação.
Como faz isso?
Usando o argumentação por exemplo (citando dado de investimentos aplicados a educação).



A quem ele se destina?
Destina-se a pais.
Do que pretende convencer?
Que um plano de previdência feito para filho pode ajudar no seu futuro.
Como faz isso?
Usando argumento baseado em senso comum (se o pai investe na educação do filho ele vai ter um bom futuro).

Realizamos a correção das respostas e analisamos se estavam de acordo com o assunto estudado. Cada grupo concluiu a correção de suas atividades. Essa atividade foi bastante complexa, os alunos apresentaram muitas dificuldades para ler e compreender os textos analisando os argumentos. Devido a essa dificuldade não foi possível concluir a atividade em 2h/aulas e a atividade de produção textual ficou para realizar-se posteriormente.

TP2 - UNIDADE 08 - FIGURAS DE LINGUAGEM


TP2 – UNIDADE 08 – PÁGINAS 115 e 116
27 alunos participaram da atividade

Para iniciar o trabalho sobre figuras de linguagem realizei com os alunos a leitura e análise dos textos PARCERIA (REZENDE, Stela Maris. Parceria. InO último dia de brincar. Belo Horizonte: Miguilim, 1987) páginas 46, 47 da TP2 e SERÃO DE JUNHO, página 118 da TP2.

Serão de Junho
Ouve: – alguém bateu na porta...
Janelas brilham no escuro.
Cada casa é uma estrelinha.
Cada estrela é uma família.

E o minuano, pobre diabo,
que não quer ficar no escuro,
bate, bate, empurra a porta,
praguejando como um doido:         
– Pelo amor de Deus, eu quero
a esmola rubra do fogo!

Mas ninguém abre ao minuano.
Que noite fria lá fora...
Cada casa é uma estrelinha.
Há mais estrelas na terra
do que no céu, Deus do céu!
Lá fora que noite fria ...

E o minuano, pobre diabo,
andando sempre, andarengo,
para enganar a miséria,
geme e dança pela rua
enquanto assovia - chora,
e enquanto chora - assovia.
MEYER, Augusto. Poesias. Rio de Janeiro: 1957, p.18.

Após apresentar à turma as figuras de linguagem, identificamos as mesmas nos textos. A seguir a turma foi dividida em grupos para realizarem pesquisa de observação junto a seus familiares e vizinhos a fim de identificarem as figuras de linguagem no cotidiano.
Os grupos tiveram quinze dias para fazer a pesquisa.



Após esse período, em sala de aula, cada grupo fez a sistematização de seu trabalho e apresentou as frases mais criativas, expondo o contexto no qual aquela figura se realizou.
Foi um trabalho prazeroso e tranqüilo. Alguns alunos que não haviam compreendido o conteúdo tiveram suas dúvidas sanadas durante a apresentação dos trabalhos.





AMOSTRAGEM:

Hipérbole
Estou morta de cansada de lavar roupa.
Quase morro de paixão.
Estou com tanta fome que sou capaz de comer um elefante.
Tô pra morrer de fome.
To morrendo de sono porque ontem fiquei assistindo o debate da Dilma com o Serra.

Metáfora
Obrigado! Você é uma rosa.
Meu pai é uma fera.
Esse menino é um anjo.
Meu vizinho é um porco.
A casa dela é um brinco.
Que gatinho! (referindo-se a um garoto).

Comparação
Júlio está parecendo um sapo de tão gordo.
Ela come igual passarinho.
Esse menino tá igual macaco.
Faz silêncio menino! Parece mais uma arara baleada.
Você tá bom de emagrecer hein? Tá parecendo uma baleia.

Metonímia
Esses meninos de hoje não tem cabeça.
Hoje eu escutei Luan Santana.
Meu filho foi preso. – mulher, também ele não tem juízo...

Ao final realizamos a avaliação da atividade  oralmente. Os alunos afirmaram ter gostado da atividade porque aprenderam a observar que aquilo que é ensinado na escola faz parte da vida deles.